Numa busca constante por mim frente à natureza, da qual puxei o leve traço disforme, embalo-me numa complexa coreografia de movimentos desalinhados à harmonia devastadora que rege momentos de alienação. Desconstruo com o erro as leis universais desta solenidade psíquica, que só tem início ao entardecer das minhas estórias pessoais e que ainda não são íntimas até que acabem subitamente pelo meio do caminho.
O momento é de poucas palavras - quase nenhuma - e a orquestra enche de vida uma nociva existência que se coloca a beira de seu próprio precipício por pura iconoclastia.
A busca, para além de conhecer, é armadilha. Destruir.
Matar a si para matar a deus, pelas mãos do próprio sagrado; à sua imagem e semelhança. Destruir-se é lei universal íntima para que escrever seja possível e o caos interno seja expurgado. Destruir-se é autoconhecer-se
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