Quero vomitar de tanto ser
E voltar a devorar o mundo com todas as forças do que me restou
ser que se transformou
E então esvaziar-me de toda a esgotidão
Tratar-me
Purificar-me
Ressignificar-me
Me plantar em solo e nunca perder de vista as estrelas
E do mistério da escuridão vivenciada e a se viver
daquele fel que queimou minha garganta e apodreceu meu paladar.
Refluxo, mal estar e caganeira.
Tontura e desorientação, muitas vezes
Fezes, vomito, mijo, suor, saliva e
Porra! virei.
Estou com fome
devorarei, doravante, a existência até que se não possa mais existir.
Segurar
Desistir
Evacuar
Adubar
Alimentar
Para que me renasça no mundo
em algum lugar
E finalmente res de trás pra frente
como deve ser.
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